O Portugal de Lés-a-Lés é um evento anual mototurístico que desde 1999 concilia a resistência e aventura à vertente turística com o objectivo de cruzar Portugal de extremo a extremo contemplando paisagens e lugares de enorme esplendor. Aquela que se tornou a maior caravana mototurística do mundo passou agora também a pontuar para o World Touring Challenge da FIM!
21º Portugal de Lés-a-Lés (2019)
De 9 a 12 de Junho de 2019

Cumprindo promessa de ser a mais costeira das 21 edições do Portugal de Lés-a-Lés, a grande maratona mototurística que, de 9 a 12 de junho vai ligar Felgueiras a Lagos, tem já o mapa completamente definido. Figueira da Foz e Arruda dos Vinhos serão palco da chegada da 1.ª e 2.ª etapas e, naturalmente, da partida para o dia seguinte no evento organizado pela Federação de Motociclismo de Portugal. Percurso a rondar os 1200 quilómetros de extensão e quase totalmente desenhado junto ao oceano Atlântico, naquele que é o maior evento mototurístico da Europa, com os 2000 participantes a totalizarem cerca de 2,5 milhões de quilómetros. E isto sem contar com as deslocações para o local de partida e o regresso a casa! Com três etapas e o Passeio de Abertura pelo concelho de Felgueiras, o 21.º Portugal de Lés-a-Lés vai proporcionar 35 horas de puro mototurísmo, em trajeto que permite a descoberta das paisagens e património, da gastronomia e das gentes, de norte a sul do mapa continental.

4º Portugal de Lés-a-Lés Offroad (2018)
Macedo de Cavaleiros - Castelo Branco - Reguengos de Monsaraz - Albufeira
De 26 a 29 de Setembro de 2018

Forte presença da Honda e da KTM trouxeram ainda mais cor ao Lés-a-Lés Off-Road 2018. Marcas com envolvimento oficial no evento e que tudo fizeram para apoiar os participantes na grande aventura. Com atrativos reforçados a cada ano que passa, o Portugal de Lés-a-Lés Off-Road chegou à 4.ª edição consolidando posição de maior aventura mototurística nacional em fora-de-estrada fazendo inveja às maiores competições do Mundo, incluindo ao Rali Dakar. Caso da presença KTM nas partidas e chegadas das três etapas, bem como em diversos ‘Oásis’ existentes pelo caminho, com o camião que a Jetmar, importador nacional da marca austríaca, levou às últimas edições do Dakar. Estreia também para o Parque Fechado Seguro que facilitou a logística e o descanso de todos os participantes.

REPORTAGEM

Portugal de Lés-a-Lés Off-Road ligou Macedo de Cavaleiros a Castelo Branco sempre rodeado de verdes paisagens

Aventura começou nas florestas a Norte e deixou árvores e sorrisos nas escolas

O calor e, sobretudo, o pó, muito pó que é resultado do tempo quente e seco dos últimos meses, foram contratempo menor para os 350 mototuristas que saíram de Macedo de Cavaleiros, madrugada cedo, à descoberta de Portugal de Lés-a-Lés em Off-Road. Mas os participantes da 4.ª edição do evento turístico organizado pela Federação de Motociclismo de Portugal não perderam, ainda assim, o ensejo de apreciar paisagens soberbas, onde a natureza resiste em tons de verde. E até Castelo Branco, ao longo da primeira etapa da aventura, tempo para apreciar a frescura de vários carvalhais, soutos e outras espécies autóctones que vão resistindo como podem à massificação das invasoras, com o eucalipto em destacada liderança graças aos proventos económicos. Atenção reforçada pelos mototuristas e pela FMP à mais correta reflorestação, a mais vantajosa para as populações, através da campanha Reflorestar Portugal de Lés-a-Lés, levando árvores autóctones aos mais miúdos de cada uma das cidades que acolhe os finais de etapa, juntamente com banda desenhada explicativa das vantagens destas espécies.

Pensamento que hoje ficará gravado na cabeça dos petizes da Escola Básica de Alcains, em Castelo de Branco (10.30 h) e Jardim de Infância da Caridade, em Reguengos de Monsaraz (14.30 h) que plantarão sobreiros nos seus recreios, como nos dos aventureiros que começarão a sair bem cedo do centro albicastrense rumo a Reguengos, para 274 quilómetros de aventura, descoberta e diversão. À espera, seguramente, de uma etapa pelo menos tão agradável como a primeira, com momentos de deleite paisagístico e de condução ao longo dos estradões no alto da serra de Bornes, rodeados de castanheiro como o que ontem foi plantado, com o apoio da Bosch Termotecnologia, no Polo 1 do Agrupamento de Escolas de Macedo de Cavaleiros, antes de começar a descer para o rio Sabor. E sempre com vistas soberbas sobre o fértil vale, através de estrada (M611) que merece uma visita especial por todos os que gostam de conduzir, sem nada a temer na comparação com estradas míticas como a Transfagarasan, Stelvio ou Grossglockner.

Momentos de condução ímpares que continuaram em direção a Torre de Moncorvo, com algumas nuvens a amenizar o calor anunciando – ainda assim os termómetros passaram dos 30 graus! –, seguindo-se descida para a travessia do Douro na barragem do Pocinho. Onde o primeiro Oásis, a cargo da KTM, ajudou a matar a sede e reconfortar o estômago para mais umas horas de condução. Com passagem por Foz Côa, variando entre os primeiros vinhedos durienses e várias árvores de fruta e as sempre presentes oliveiras, vistos ora da estrada, ora de bem perto, atravessando alguns caminhos de terra bem no meio. E onde nem faltaram os primeiros aromas a uvas maduras, sinal da proximidade do arranque da estação das vindimas e o reforço alimentar e da sempre agradecida água, no Oásis criado pela Honda. Sempre com muita serra no horizonte, passagem pela Guarda com a sempre impressionante vista do maciço montanhoso da Estrela, e depois até Castelo Branco, sempre com interessantes caminhos fora de estrada, em surpreendente contacto com as populações dos mais recônditos lugarejos.

Mais de 300 motociclistas em aventura na travessia de Portugal de Lés-a-Lés ajudam a reflorestar centro do País

Alentejo de todas as paixões em off-road

De Castelo Branco a Reguengos de Monsaraz foram quase 300 os quilómetros percorridos pelos 350 mototuristas que participam no 4.º Portugal de Lés-a-Lés, levando na bagagem desejos de descoberta, muita animação e… árvores para reflorestar o País, de Norte a Sul. No maior evento mototurístico da Europa em fora de estrada, atraindo também motociclistas de Espanha (muitos!), França, Suíça, Alemanha, Bélgica, Luxemburgo e Inglaterra, tempo para reavivar a iniciativa lançada pela Federação de Motociclismo de Portugal em 2017, altura em que levou milhares de árvores autóctones às populações mais flageladas pelos incêndios. Agora, a preocupação maior passa por sensibilizar crianças dos concelhos atravessados pelo evento turístico, plantando sobreiros nos recreios das escolas e oferecendo árvores para que os petizes possam ver crescer nos seus terrenos. Espécies autóctones, pois claro, que são acompanhadas por banda desenhada para que os mais novos reconheçam as vantagens de proteger a floresta nacional.

Algo que a caravana pôde apreciar na ligação desde Castelo Branco, deixando para trás o muito pó que o tempo quente e seco exponencia nos eucaliptais para, já depois da travessia do rio Tejo, em Vila Velha do Ródão, começar a ver outras espécies, nomeadamente as oliveiras, sobreiros e azinheiras predominantes nas paisagens alentejanas. O bom piso que acolheu os aventureiros até Castelo de Vide, aumentou o prazer de condução e ajudou a suportar melhor a temperatura que teimava em não baixar dos 30 graus. Valeu a frescura do Parque João José da Luz onde o Oásis montado pela KTM reforçou ares aventureiros, com camião de assistência do Rali Dakar e onde foi possível limpar pó do capacete e óculos com ar comprimido. Como se fossem pilotos profissionais…

Preparação para saída espectacular da “Sintra do Alentejo” através do Parque Natural da Serra de S. Mamede, com subida rumo ao alto da Nossa Senhora da Penha de onde é possível desfrutar de vistas fabulosas sobre a planície alentejana e aproveitar as boas estradas na viagem até Portalegre. Passagem pela cidade com maior historial TT em Portugal, deixando para trás as serras, passando o pelotão a apreciar os montes... alentejanos. Estradões, ora mais rápidos ora mais técnicos, por entre centenários sobreiros, e em melhor estado de conservação que algumas estradas municipais atravessadas, como a M1150 que, com tantos buracos e saltos, mais parecia pista de motocrosse. À atenção dos autarcas e entidades responsáveis. Tempo também para as longas retas alentejanas, em bom asfalto e com as tradicionais lombas, alternando com as típicas pistas das bajas alentejanas, até Monforte. Panorama que se manteve até São Romão de Ciladas, onde a Honda instalou mais um agradável Oásis para ajudar a combater o calor e o pó. E reforçar o ânimo para o troço final da etapa, até Reguengos de Monsaraz, onde se chegaria depois de rápida passagem pelo importante castelo de onde é possível apreciar parte do grande lago do Alqueva. Depois, curta deslocação até àquela que desde 1838 é sede de concelho, Reguengos de Monsaraz, onde os terapeutas do IMT, Instituto de Medicina Tradicional trataram de algumas pequenas lesões e proporcionaram massagens aos participantes. Preparação para a última tirada do 4.º Portugal de Lés-a-Lés Off-Road, que vai levar, no sábado, a caravana até Albufeira, onde serão entregues as últimas centenas de árvores a quem aparecer no Jardim dos Pescadores durante a tarde. Isto depois de na véspera terem sido partilhadas com petizes da Escola Básica de Alcains, em Castelo de Branco, e do Jardim de Infância da Caridade, em Reguengos de Monsaraz. Onde o presidente da Câmara Municipal, José Calixto ajudou a plantar o sobreiro e sublinhou a importância da escolha pelas árvores da região para continuar a reflorestar Portugal de Lés-a-Lés.

Albufeira recebeu 350 mototuristas que atravessaram Portugal de Lés-a-Lés em todo-o-terreno

Praias algarvias como prémio de aventura

Prémio merecido depois da intensa canícula e muito pó durante o 4.º Portugal de Lés-a-Lés Off Road, o mergulho nas praias de Albufeira foi tónico retemperador para os 350 mototuristas que, ao longo de 3 dias, descobriram o interior do País, desde Macedo de Cavaleiros e maioritariamente por caminhos de terra batida, estradões e outros trilhos. Afinal o calor que tanto massacrou o pelotão durante os 900 quilómetros desde o nordeste transmontano, com paragens em Castelo Branco e Reguengos de Monsaraz, não podia ter só coisas más e justificou plenamente o peso dos calções de banho na bagagem.

Com a miragem do Algarve a servir de estímulo adicional para a última etapa, a serena saída da cidade reguenguense foi acompanhada pela frescura matinal e menos pó do que esperado, até pela humidade nas proximidades da maior lago artificial da Europa. Nascer do dia com paisagens de enorme beleza sublinhada pela luz madrugadora e aromas inconfundíveis do Alentejo na passagem pelo Alqueva, criando vontade de rolar tranquilamente, para desfrutar ao máximo e não interromper o silêncio que ainda se fazia ouvir...

Numa edição bem mais verde do que a de 2017, tempo para atravessar extensos olivais de cultura intensiva e ainda para inusitado desvio, mesmo antes de Cabeça Gorda, com cavalos à solta a obrigarem a improviso de percurso. Nada que atrapalhasse as gentes do off-road que, rapidamente , descobriram o melhor caminho para chegar sem demora maior ao Oásis da KTM em paragem por todos aproveitada para recuperar energias. Dos ex-campeões nacionais de Enduro e Todo-o-Terreno aos estreantes na aventura organizada pela Federação de Motociclismo de Portugal, de António Oliveira, Pedro Belchior, Bernardo Villar, Rodrigo Amaral, Luís Ferreira, Miguel Farrajota ou Rodrigo Sampaio ao grande grupo internacional, com o pelotão espanhol à cabeça.

Com a chegada das planuras alentejanas mudou também o perfil das pistas, mais técnicas em paisagem ondulante criadora de sentimento de tranquilidade que só o Alentejo consegue oferecer. O passar dos dias e o natural acumular de cansaço ao longo dos quilómetros, também ditou ritmos mais moderados, poupando energias para a Serra do Caldeirão, de condução prazenteira para todas as moto, com curvas bem desenhadas, até ao Oásis Honda. Onde, de forma condizente com a povoação mais próxima (Felizes) os participantes foram brindados com cachorros quentes e bolas de Berlim, gelatina e fruta, preparando a caravana para os 50 quilómetros final. E ajudando a minimizar os ‘estragos’ de um dia que viu a temperatura subir até aos 35 graus na passagem por Castro Verde.

Descidas e subidas, em pisos que confirmam o acerto da escolha desta região para os Seis Dias de Enduro de Veteranos, em 2019, incluindo inclinação realmente íngreme e em pedra solta, desaconselhada aos menos experientes ou mais ciosos da conservação das suas motos. Já com aroma salgado do mar, aproximação através de surpreendentes caminhos rurais, por entre hortas e pomares, até chegar ao Algarve turístico na Praia dos Pescadores. Onde, além de grande festa, houve tempo para entregar as últimas centenas de árvores autóctones no âmbito da campanha Reflorestar Portugal de Lés-a-Lés. Que levou árvores e banda desenhada aos mais pequenos dos concelhos atravessados, reforçando a importância social do maior evento mototurístico em fora de estrada realizado na Europa.

20º Portugal de Lés-a-Lés (2018)
De 30 de Maio a 2 de Junho de 2018
O Lés-a-Lés agradece o importante apoio e participação de: CÂMARAS MUNICIPAIS: Faro - Mértola - Monforte - Portalegre - Nisa - Mação - Pampilhosa da Serra - Arganil - Mangualde - Penalva do Castelo - Vila Nova de Paiva - Castro Daire - Lamego - Resende - Montalegre - Vieira do Minho - Felgueiras // JUNTAS DE FREGUESIA: Montenegro - Mértola - Corte Gafo de Cima - Évora Monte - Arcos - Amieira do Tejo - Envendos - Álvaro - Piódão - Valezim - Faia - Pedraça - Cavez - Salto - Felgueiras // MOTOCLUBES: Faro - Montenegro - Mértola - Porto - Albufeira - Beringel - Moura - Ocidente - Novo Milénio Portalegre - MAC TT - Góis - Covilhã - Mangualde - Vespistas Castro Daire - Lamego - Prado - Guimarães - Barcelos - FelRoad

Festa gigantesca que reuniu milhares de espectadores ao longo do percurso, com particular incidência na chegada a Portalegre e, sobretudo, na derradeira subida ao palanque, em Felgueiras. Onde houve sorrisos e aplausos para todos os resistentes e ainda mais fotografias para Helena Costa, Vítor Norte e Alexandre da Silva. Atores que integraram gigantesco "elenco" composto por milhares de anónimos portugueses, mas também espanhóis, franceses, italianos, alemães, ingleses, irlandeses, holandeses, belgas, russos, ucranianos, húngaros, canadianos, chilenos, brasileiros e norte-americanos como por outros nomes conhecidos das mais diversas áreas. Do ex-ciclista Cândido Barbosa, detentor do recorde de triunfos nas corridas portuguesas, ao antigo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, passando pelos deputados do PCP, João Oliveira e Miguel Tiago, ou os autarcas Rogério Bacalhau (CM Faro) e Ângelo Moura (CM Lamego).

No ano de todos os recordes, comemorando o 20º aniversário com a maior caravana de sempre no mais extenso percurso na travessia do mapa continental, o Portugal de Lés-a-Lés contou ainda com dias excelentes para a prática da modalidade, com temperatura acertada para andar de moto, exatamente no ponto em que o frio deixa de incomodar para dar lugar ao calor.

REPORTAGEM

Faro recebeu milhares de aventureiros mototuristas com passeio ímpar na Ria Formosa, da Sé à "Catedral"

Turistas num Algarve muito diferente

Dia intenso e muito festivo, com calor humano que fez o sol esconder-se por timidez e reencontros esfusiantes, marcou o arranque do 20.ª Portugal de Lés-a-Lés, edição de todos os recordes do evento levado a cabo, ano após ano, pela Federação de Motociclismo de Portugal com imprescindível apoio de muitos moto clubes associados, autarquias, freguesias e empresas. Fonte de enorme animação, com um colorido único, os mais de 2000 motociclistas em 1800 motos tornaram Faro, uma vez mais, capital do motociclismo nacional, com a presença nas verificações técnicas e documentais no Largo de S. Franciscos, antes da partida para o simpático e relaxado Passeio de Abertura. Confirmado o bom estado dos pneus, luzes e alguns importantes órgãos mecânicos – a segurança sempre em primeiro lugar! – tempo para os primeiros 65 quilómetros de descoberta, com partida e chegada ao palanque instalado no Jardim Manuel Bívar, bem no coração da urbe farense.

Na segunda vez que o Lés-a-Lés teve o mesmo local de partida, repetindo edição de 2012, Faro mostrou outros motivos de interesse e atributos diversificados, voltando-se agora para o Parque Natural da Ria Formosa, mas não sem antes visitar a Sé e, sobretudo a sua altaneira torre sineira. Escalada que ajudou a ter visão alargada do trajeto a cumprir, com passagem inicial por ponto marcante para muitos mototuristas portugueses, exatamente um extremo da N2, a mais longa estrada nacional que ao longo dos seus 738,5 km, desde ou até Chaves, atravessa 11 distritos, 38 concelhos, 8 províncias, 4 serras e 11 rios. Informações precisas e preciosas que os participantes ficaram a conhecer com a leitura das primeiras páginas do "road-book", livro de 64 páginas que, ao longo destes dias, é mapa, enciclopédia, horário e almanaque.

Com ligeira alteração de percurso de última hora, mostrando a capacidade de adaptação aos imprevistos por parte da organização e clubes apoiantes, rumou a caravana ao Parque Natural da Ria Formosa e a sua enorme biodiversidade mundial, não sem antes efetuar uma paragem no primeiro dos muitos Oásis existentes ao longo do percurso. Locais onde um petisco, um pastel regional ou uma bebida fresca são justificação para "duas de conversa" e mais algumas interessantes descobertas. Aqui, em plena Ilha de Faro, e com apoio da Junta de Freguesia de Montenegro, tempo para variar a vista e entre a ria e o mar.

Num Algarve menos conhecido, longe do bulício das grandes praias e dos locais de animação noturna, os elementos da Comissão de Mototurismo da FMP apostam na diversidade histórica e ambiental, variando entre o património paisagístico e arquitetónico. Depois da Ria de Faro, o Palácio de Estói e os seus magníficos jardins, propriedade de uma Câmara Municipal presidida por um motociclista de gema, Rogério Bacalhau, participante assíduo do Lés-a-Lés. Bom conhecedor, portanto, dos gostos mototurísticos, ajudando a encaminhar a caravana para o Cerro de S. Miguel, que, com os seus 411 metros de altitude, é o ponto mais alto da região, decorado com vegetação mediterrânica, entre azinheiras, medronheiros, aroeiras, cistos, palmeiras das vassouras ou alfarrobeiras. Local de vista privilegiada sobre o PN da Ria Formosa, bem "estudado" no Centro de Educação Ambiental de Marim, com 60 hectares de surpresas da fauna e flora local, onde foi possível apreciar muitas aves, bivalves e crustáceos pouco conhecidos como as bocas, caranguejos que se diferencial por terem apenas uma enorme tenaz.

Descobertas em dia de pequena amostra do que será este 20.º Portugal de Lés-a-Lés que, na primeira etapa, com madrugadora partida às 6 horas para as primeiras equipas, levará enorme pelotão de Faro até Portalegre, ao longo de bem diversificados 430 quilómetros, incluindo visita ao Pulo do Lobo, local emblemático do Guadiana. E de que muitos começaram a fazer planos durante a visita à grande catedral do motociclismo nacional, a sede do Moto Clube de Faro, mesmo antes do jantar servido, com música e tudo! – no Jardim Manuel Bívar. Mesmo ao lado do palanque de partida que os verá partir poucas horas depois, nesta madrugada e manhã de quinta-feira.

Adeus ao Oceano Atlântico através das serranias algarvias

De Faro a Portalegre numa toada de sensações

Da serra algarvia à planície alentejana. Da frescura matinal ao calor vespertino. Da imponência do Pulo do Lobo ao banho de multidão em Portalegre. Sensações diversas ao longo dos mais de 430 quilómetros da primeira etapa do 20.º Portugal de Lés-a-Lés, com ligação entre Faro e Portalegre de paisagem tão heterogénea quanto cativante. A começar pela Estrada Património N2, cujos quilómetros iniciais "tiraram" a caravana de Faro rumo à serra algarvia, com continuidade através das não menos deliciosas curvas da N124, rebatizada como Estrada Helena Costa, evocando a curvilínea sensualidade da atriz que começou em Morangos com Açúcar, que participa na Herdeira, telenovela em exibição na TVI e que, uma vez mais, marca presença no Lés-a-Lés.

Prazeres de condução que se prolongaram durante 70 deliciosos quilómetros, terminando de forma quase abrupta em Alcoutim, onde a feira baralhou o trajeto em dia de feriado do Corpo de Deus, obrigando os participantes a desenrascar e descobrir novo itinerário. Ponto positivo para os mais madrugadores do enorme pelotão com quase 2000 motos e mais de 2100 mototuristas, que viram o tempo nebuloso que escondeu a imponência da serra do Caldeirão dar lugar a um sol ora tímido ora mais espevitado. Valeram as curvas iniciais para arredondar e aquecer os pneus, antes da aventureira passagem a vau na Ribeira de Carreira… com água que mal deu para molhar os pneus!

Momentos marcantes do primeiro dia do evento organizado pela Federação de Motociclismo de Portugal com o apoio de muitos motoclubes, como Os Falcões das Muralhas, de Mértola, que criaram Oásis de fabulosa gastronomia, dos enchidos aos queijos, passando pelo pão alentejano e pelos diversos exemplos caseiros de doçaria regional. Uma delícia a juntar à não menos espetacular passagem pelo centro histórico da bela vila raiana! Mas a grande novidade do dia foi mesmo a descida ao Pulo do Lobo, pela primeira vez pelo lado sul da formação geológica que afunila o rio Guadiana, concentrando todo o caudal em estreito fio de água. Estreia absoluta no Lés-a-Lés que justificou largamente os quilómetros de desvio em estrada estreita e piso irregular em terra batida, antes das longas retas alentejanas pintalgadas de verde, sem a secura de anos anteriores, cortesia de um inverno tardio. Paisagens apreciadas em tranquilidade num dia longo onde os oásis foram quebrando a monotonia e ajudando a ultrapassar um tempo algo abafado, como aconteceu em Beringel, berço de conhecidos músicos, de António Zambujo a Linda de Suza ou Cândida Branca Flor, e onde a Honda e o Grupo Motard local criaram aprazível espaço de descanso e convívio.

Rumo a Évora Monte, passagem ao largo de Alvito, Viana do Alentejo, Estremoz e Évora, para chegar ao mais exclusivo castelo da arquitetura portuguesa e logo no mais apertado local de parqueamento de todo o Lés-a-Lés. Mais à vontade parou a caravana em Monforte, com possibilidade de opção entre a visita ao Centro de Interpretação da Tauromaquia ou aos vestígios romanos da Ponte à saída da vila até às ruínas de Torre de Palma. "Aula histórica" encerrada no Parque Natural da Serra de São Mamede, abordado ao de leve mas com possibilidade de uma vista ímpar sobre a cidade de Portalegre, onde seria dispensada inusitada receção por parte da população. Uma enchente de público a ovacionar os aventureiros como nunca se vira em 20 anos de existência do Portugal de Lés-a-Lés, em remate de um dia realmente único. Melhor mesmo só aproveitar a presença das massagistas do Instituto de Medicina Tradicional, cuja eficácia e simpatia sempre ajuda a minimizar o esforço de mais de 400 quilómetros de mototurismo de excelência. E a preparar o corpo para a segunda etapa, ligação bem exigente entre Portalegre e Lamego, que, recorde-se, é sempre feita à "moda antiga" trocando autoestradas, Itinerários Principais ou Secundários, ex-SCUT pelas estradas nacionais, regionais, municipais e até alguns caminhos de terra batida, forma única de chegar a alguns dos locais mais isolados e menos conhecidos de Portugal Continental.

Travessia das serras do centro de Portugal foi verdadeira aventura "à Lés-a-Lés"

Caravana em festa de Portalegre a Lamego

No programa nada menos que 392 quilómetros ao longo de 12 horas, com promessas de muitas paisagens serranas e estradinhas "trabalhosas", de exigência recompensada com vistas únicas. Etapa longa e variada, a 2.ª do 20.º Portugal de Lés-a-Lés, que obrigou os primeiros dos mais de 2100 participantes a arrancar ainda noite escura do centro de Portalegre, pelas 5.30 horas. Com início por deliciosas estradinhas, sem a amplitude cénica das enormes planícies alentejanas é certo, mas entre centenários carvalhais e muros de pedra, como que a preparar a caravana para o que que aí vinha. Trajeto simples, em jeito de leve introdução, que a Comissão de Mototurismo da Federação de Motociclismo de Portugal gizou até Amieira do Tejo, para a primeira paragem do dia. Onde o bolo de canela e o café caseiro, simpatia da Junta de Freguesia, fizeram as delícias dos participantes em pleno castelo, de portas abertas pela Câmara Municipal de Nisa. Naquele que foi também o primeiro controlo secreto do dia, tempo para muitas fotografias às formosas "princesas" do Moto Clube do Porto, de imediato colocadas no Instagram, Facebook e outras redes sociais, aproveitando o wi-fi disponibilizado no Oásis da Brisa. E, sem mais portagens, seguiu a caravana debaixo de tempo agradavelmente fresco, atravessando rios e ribeiros através de obras monumentais, fazendo mesmo um pequeno desvio por pisos de terra, apenas para utilizar a ponte romana de Albarrol, sobre a ribeira de Figueiró, que de romana tem a lenda da fundação, datando a sua construção da época medieval. Bem mais tarde foram feitas as barragens do Fratel, sobre o Tejo, e de Pracana, que represa o rio Ocreza.

A esperança do verde em paisagens de negro vestidas

Passagens agradáveis mesmo antes de mudança de cenário, com entrada em Mação, um dos concelhos mais massacrados pelos incêndios do ano passado e, por isso mesmo, um dos apoiados pela FMP no âmbito da campanha de sensibilização Reflorestar Portugal de Lés-a-Lés. Apoio – o possível – para ajudar a recuperar o património natural consumido pelas chamas e que, muitos meses depois, ainda "mexe" com quem por lá passa, como aconteceu com a enorme caravana que, com as da organização e convidados, conta mais de 2000 motos, mas que passou de forma quase silenciosa, como que respeitando a dor da natureza onde o verde tenta romper o negrume que domina a paisagem. Valeram as curvas deliciosas que sempre ajudam a esquecer o desalento face ao triste cenário, como as da descida – conjugada com espetacular vista sobre as margens da albufeira do Cabril. Local onde o rio Zêzere "oferece" extremamente agradável paisagem e onde a NEXX acolheu os mototuristas, mostrando a nova coleção de capacetes. Mais umas curvas até à Pampilhosa da Serra e à sua aprazível praia fluvial, onde a autarquia com apoio do Góis Moto Clube e do endurista Diogo Valença, organizou (mais um…) agradável Oásis. Onde, imagine-se, foi servido apetitoso reforço do pequeno almoço – ou seria almoço?... – incluindo deliciosos ovos mexidos com bacon (!) feitos na hora além de vasta seleção de doces e compotas. De fome ninguém se pode queixar! E depois, já com estômago "compostinho", nada como uma barrigada de curvas nas N112 e N344 em direção ao Piódão, aproveitando a viagem para umas fotos na barragem de St.ª Luzia cujo paredão de 76 metros represa as águas do Unhais, bem como uma volta pela bonita aldeia do Fajão.

Mais de 2000 motos "pararam" aldeia do Piódão

Mas seria a mais famosa das Aldeias de Xisto a merecer paragem mais prolongada, com a primeira visita ao Piódão nos 20 anos da maior maratona mototurística da Europa. Momento único que justificou saudável caminhada degraus acima, até ao cimo da aldeia, onde os elementos do renovado Moto Clube da Covilhã – Lobos da Neves, fizeram as honras da casa. Imagens únicas para recordar por muito tempo e que foi motivo de conversas no Oásis da Bomcar, poucos quilómetros adiante – e onde até havia massagens a cargo dos alunos do Instituto de Medicina Tradicional – como na dupla paragem em Mangualde. Com direito a lanche na Câmara Municipal e visita àquela que foi a primeira praia artificial da Europa, mesmo ao lado da Sr.ª do Castelo. Outra paragem digna de nota aconteceu no Parque Botânico Arbutus do Demo, recuperação do espaço que foi em tempos viveiro da Junta Autónoma de Estradas, onde eram criadas as árvores que depois dariam sombra nas bermas das estradas da Região Centro. Como as que foram plantadas nos acessos ao rio Paiva ou junto à bem-conhecida N2, caminho que levou caravana até Castro d’Aire. Onde o bolo podre e chá deram mais um aconchego ao estômago e ajudaram a "fazer tempo" enquanto passavam alguns aguaceiros. Que não desmotivaram os participantes de todo o País, mas também de todas as províncias de Espanha, da França, Suíça, Itália, Alemanha, Luxemburgo, Rússia, Croácia, Canadá e Estados Unidos. Que, verdadeira promessa do dia, não podiam falhar a subida ao Santuário da Senhora dos Remédios! Não pelos 686 degraus da famosa escadaria, mas de moto. Que o corpo não estava pelos ajustes e, para os mais afoitos, havia ainda uma visita ao castelo e passagem pela Sé a caminho do palanque, ponto final de dia longo, desgastante mas extremamente enriquecedor.

Receção apoteótica em Felgueiras encerrou viagem de grande deslumbramento pelo norte de Portugal

Fecho com chave de ouro em jornada memorável

Foi, para muitos experientes motociclistas, uma das mais espetaculares etapas do Portugal de Lés-a-Lés ao longo dos seus 20 anos de existência. Jornada memorável onde tudo se conjugou em prol de uma perfeição mototurística que deixa fortes memórias para toda a vida. Em dia excelente para a prática da modalidade, ligação fabulosa entre Lamego e Felgueiras encerrou, assim, com chave de ouro a edição comemorativa do 20º aniversário da grande aventura organizada pela Federação de Motociclismo de Portugal, com etapa, a 3.ª, que foi verdadeiro regalo para os sentidos. Das deslumbrantes visões do Douro vinhateiro ao paladar das deliciosas cerejas de Resende, do olfato serrano do Marão ao excelente "tato" do asfalto no Alvão, ou na audição do silêncio à passagem pelas serranias do Barroso. Bom, na verdade o silêncio foi apenas antes da passagem da caravana de todos os superlativos. Porque aí a animação tomava conta do ambiente, despertando aldeias de prolongada letargia, animando de forma sincera e sentida quem poucos motivos descobre para sorrir num dia-a-dia de agruras e direza.

A doçura da cereja de Resende e a beleza do Alvão

Temperatura acertada para andar de moto, exatamente no ponto em que o frio deixa de incomodar para dar lugar ao calor, mas sem que o aconchego do indispensável equipamento crie desagradável sensação abafada e, sobretudo, sem chuva. Apesar das nuvens sempre presentes ao longo de todo o montanhoso percurso, de estradas fabulosas e paisagens soberbas. Daquelas que espairecem a alma e enchem o coração, ao longo de 353 quilómetros de puro prazer mototurístico. Na passagem pelas margens do Douro, onde a vinha cede terreno à mais deliciosa cereja do Mundo – comprovado por toda a longa e heterogénea caravana com direito a prova em Resende! – como na subida à Serra do Marão, através da "arredondada" e algo esquecida N15, apreciando ao longe os sinais de modernidade rodoviária, do IP4 e da mais recente A4 e do seu enorme túnel, inaugurado há dois anos. Emoções fortes que foram motivo de conversa na primeira paragem do dia, no Alto do Velão, mesmo antes da entrada na Serra do Alvão, onde o concessionário da BMW nos Carvalhos criou Oásis que juntou vistas deslumbrantes ao agradecido café e a deliciosas natas no Oásis Antero.

Das soberbas paisagens ao património industrial

Em direção a Mondim de Basto, tempo para apreciar mais paisagens fabulosas, num dia a todos os títulos excelente, com zona menos afetada pelos incêndios e com floresta autóctone mostrando o quão mais bonitas podiam ser as paisagens portuguesas. Tempo de descanso para os motores das pequenas 50 cc, aproveitando a descida para arrefecer um pouco depois de tanto sofrimento nas exigentes subidas. Ocasião também para Cândido Barbosa – o mais vitorioso ciclista português de sempre e que há 7 anos não perde uma edição do Portugal de Lés-a-Lés... – recordar o enorme susto aqui sofrido em 2003, com despiste a grande velocidade na descida da etapa da Volta a Portugal que terminou no Alto da Sr.ª da Graça. Mas era dia de jornada bem diferente, sem outras preocupações que não desfrutar ao máximo da paisagem e das estradas, onde o triunfo pertenceu, como sempre, a quem mais se divertiu. Mas que, tal como no ciclismo, teve direito a massagens para minimizar sinais de cansaço que os muitos quilómetros acumulados desde o Algarve iam revelando. Na imponente e senhorial Casa da Tojeira, construída no séc. XVII bem perto do Arco de Baúlhe, tempo para provar o vinho verde produzido na propriedade de 20 hectares, acompanhando as bifanas servidas pelos indómitos Bombeiros Voluntários de Cabeceiras de Basto, e usufruir das massagens do IMT. Não do Instituto da Mobilidade e dos Transportes, antigo IMTT, mas sim do Instituto de Medicina Tradicional que tanto ajudou a minimizar as mais aborrecidas dores de costas e até algum formigueiro causado por tantas horas de condução.

Apoio muito agradecido na hora de apreciar as paisagens de etapa fabulosa, das mais bonitas de sempre do Lés-a-Lés, cumprindo promessas da Comissão de Mototurismo da FMP, em dia pleno de locais pitorescos e muito fotogénicos. Como Pedraça ou Cavez, Vilela ou Meijoadela, Uz ou Moscoso, pequenas aldeias a caminho da Serra do Barroso, que marcaram entrada discreta no concelho de Montalegre: E que teve ainda direito a visita a Vilarinho Seco, uma das mais altas aldeias de Portugal, na rápida incursão ao concelho de Boticas. Deslumbramento ao virar de cada curva, como na aproximação a Montalegre, passando bem junto da barragem do Alto Rabagão em momento de enorme descontração antes do "susto enorme" oferecido pelas bruxas, dráculas e outros seres bizarros do Moto Clube Os Conquistadores. Divertidos motociclistas de Guimarães (e não só…) que proporcionaram o mais irreverente e bem-disposto dos 18 controlos, juntamente com os eletricistas-sabotadores dos Moto Galos de Barcelos, que haveriam de ser descobertos mais à frente, mas também do MC Albufeira e Motards do Ocidente com os geniais "quadros" pintados na véspera em momentos de animação acrescida, que dão outra vida ao Lés-a-Lés.

Motociclistas de todo o Mundo à descoberta de Portugal

Claro que o "leit-motiv" da maior aventura mototurística da Europa é, claro está, a descoberta de paisagens e do património, o conhecimento de um Portugal pouco explorado, e esse princípio ficou bem patente na abordagem ao único Parque Nacional do País, o da Peneda-Gerês. Onde continuaram as curvas, milhares delas, capazes de agradar a "gregos e troianos". Mas, sobretudo, aos 180 motociclistas das mais diversas regiões de Espanha, como aos oriundos da Rússia, Croácia, Hungria, França, Itália, Irlanda, Alemanha, Inglaterra, Holanda, Suíça, Chile, Brasil, Estados Unidos e Canadá, no mais internacional pelotão de sempre. Que, no dia de todas as montanhas, haveria ainda de passar pela serra da Cabreira, na transição de Trás-os-Montes para o Minho, e onde, além de mais curvas, existem mais barragens. Como a Guilhofrei, uma das mais antigas do País, construída em 1938 para impulsionar o crescimento da indústria têxtil do Vale do Ave. Momento que, por si só, ajudou a perceber e justificou a mudança do património paisagístico e histórico que havia marcado todo o evento até este momento, dando lugar ao património industrial. Mas sem que isso implicasse qualquer desvirtuar da filosofia do Lés-a-Lés, sempre através das mais cativantes estradas e com motivos de interesse acrescido em cada paragem, em cada um dos 18 controlos horários secretos. O último, às portas do Mosteiro de Pombeiro, inspirou os monges… perdão, os sócios do Moto Clube do Porto, único clube totalista com controlos em todos as 20 edições do Lés-a-Lés, a presentearem os 2100 participantes com a última marca na tarjeta que atesta o cumprimento do percurso integral. E, com ajuda da "Madre Superiora" e do próprio "Bispo", encorajaram todos para os derradeiros quilómetros da aventura até Felgueiras. Mal sabiam estes o que os esperava na Capital do Calçado, com receção apoteótica, juntado milhares e milhares de espectadores no centro da cidade, ovacionando todos os participantes, dos mais conhecidos Carmona Rodrigues, ex-presidente da CM de Lisboa, João Oliveira e Miguel Tiago, deputados do PCP, os atores Helena Costa, Vítor Norte e Alexandre da Silva, o ex-ciclista Cândido Barbosa, os autarcas Rogério Bacalhau (Faro) ou Ângelo Moura (Lamego), aos milhares de "anónimos" motociclistas que tornaram este 20.º Portugal de Lés-a-Lés em gigantesca festa, ao longo dos 1160 quilómetros entre Faro e Felgueiras, com paragens em Portalegre e Lamego.