Lés-a-Lés Off Road 2018

Highlights do 4º Lés-a-Lés Off Road (2018)!!!

Publicado por Lés-a-Lés em Quarta-feira, 10 de Outubro de 2018
4º PORTUGAL DE LÉS-A-LÉS OFF-ROAD 2018
MACEDO CAVALEIROS - CASTELO BRANCO - REGUENGOS DE MONSARAZ - ALBUFEIRA
De 26 a 29 de Setembro de 2018
Forte presença da Honda e da KTM trouxeram ainda mais cor ao Lés-a-Lés Off-Road 2018. Marcas com envolvimento oficial no evento e que tudo fizeram para apoiar os participantes na grande aventura. Com atrativos reforçados a cada ano que passa, o Portugal de Lés-a-Lés Off-Road chegou à 4.ª edição consolidando posição de maior aventura mototurística nacional em fora-de-estrada fazendo inveja às maiores competições do Mundo, incluindo ao Rali Dakar. Caso da presença KTM nas partidas e chegadas das três etapas, bem como em diversos ‘Oásis’ existentes pelo caminho, com o camião que a Jetmar, importador nacional da marca austríaca, levou às últimas edições do Dakar. Estreia também para o Parque Fechado Seguro que facilitou a logística e o descanso de todos os participantes.
Portugal de Lés-a-Lés Off-Road ligou Macedo de Cavaleiros a Castelo Branco sempre rodeado de verdes paisagens

Aventura começou nas florestas a Norte e deixou árvores e sorrisos nas escolas

O calor e, sobretudo, o pó, muito pó que é resultado do tempo quente e seco dos últimos meses, foram contratempo menor para os 350 mototuristas que saíram de Macedo de Cavaleiros, madrugada cedo, à descoberta de Portugal de Lés-a-Lés em Off-Road. Mas os participantes da 4.ª edição do evento turístico organizado pela Federação de Motociclismo de Portugal não perderam, ainda assim, o ensejo de apreciar paisagens soberbas, onde a natureza resiste em tons de verde. E até Castelo Branco, ao longo da primeira etapa da aventura, tempo para apreciar a frescura de vários carvalhais, soutos e outras espécies autóctones que vão resistindo como podem à massificação das invasoras, com o eucalipto em destacada liderança graças aos proventos económicos. Atenção reforçada pelos mototuristas e pela FMP à mais correta reflorestação, a mais vantajosa para as populações, através da campanha Reflorestar Portugal de Lés-a-Lés, levando árvores autóctones aos mais miúdos de cada uma das cidades que acolhe os finais de etapa, juntamente com banda desenhada explicativa das vantagens destas espécies.

Pensamento que hoje ficará gravado na cabeça dos petizes da Escola Básica de Alcains, em Castelo de Branco (10.30 h) e Jardim de Infância da Caridade, em Reguengos de Monsaraz (14.30 h) que plantarão sobreiros nos seus recreios, como nos dos aventureiros que começarão a sair bem cedo do centro albicastrense rumo a Reguengos, para 274 quilómetros de aventura, descoberta e diversão. À espera, seguramente, de uma etapa pelo menos tão agradável como a primeira, com momentos de deleite paisagístico e de condução ao longo dos estradões no alto da serra de Bornes, rodeados de castanheiro como o que ontem foi plantado, com o apoio da Bosch Termotecnologia, no Polo 1 do Agrupamento de Escolas de Macedo de Cavaleiros, antes de começar a descer para o rio Sabor. E sempre com vistas soberbas sobre o fértil vale, através de estrada (M611) que merece uma visita especial por todos os que gostam de conduzir, sem nada a temer na comparação com estradas míticas como a Transfagarasan, Stelvio ou Grossglockner.

Momentos de condução ímpares que continuaram em direção a Torre de Moncorvo, com algumas nuvens a amenizar o calor anunciando – ainda assim os termómetros passaram dos 30 graus! –, seguindo-se descida para a travessia do Douro na barragem do Pocinho. Onde o primeiro Oásis, a cargo da KTM, ajudou a matar a sede e reconfortar o estômago para mais umas horas de condução. Com passagem por Foz Côa, variando entre os primeiros vinhedos durienses e várias árvores de fruta e as sempre presentes oliveiras, vistos ora da estrada, ora de bem perto, atravessando alguns caminhos de terra bem no meio. E onde nem faltaram os primeiros aromas a uvas maduras, sinal da proximidade do arranque da estação das vindimas e o reforço alimentar e da sempre agradecida água, no Oásis criado pela Honda. Sempre com muita serra no horizonte, passagem pela Guarda com a sempre impressionante vista do maciço montanhoso da Estrela, e depois até Castelo Branco, sempre com interessantes caminhos fora de estrada, em surpreendente contacto com as populações dos mais recônditos lugarejos.
Mais de 300 motociclistas em aventura na travessia de Portugal de Lés-a-Lés ajudam a reflorestar centro do País

Alentejo de todas as paixões em off-road

De Castelo Branco a Reguengos de Monsaraz foram quase 300 os quilómetros percorridos pelos 350 mototuristas que participam no 4.º Portugal de Lés-a-Lés, levando na bagagem desejos de descoberta, muita animação e… árvores para reflorestar o País, de Norte a Sul. No maior evento mototurístico da Europa em fora de estrada, atraindo também motociclistas de Espanha (muitos!), França, Suíça, Alemanha, Bélgica, Luxemburgo e Inglaterra, tempo para reavivar a iniciativa lançada pela Federação de Motociclismo de Portugal em 2017, altura em que levou milhares de árvores autóctones às populações mais flageladas pelos incêndios. Agora, a preocupação maior passa por sensibilizar crianças dos concelhos atravessados pelo evento turístico, plantando sobreiros nos recreios das escolas e oferecendo árvores para que os petizes possam ver crescer nos seus terrenos. Espécies autóctones, pois claro, que são acompanhadas por banda desenhada para que os mais novos reconheçam as vantagens de proteger a floresta nacional.

Algo que a caravana pôde apreciar na ligação desde Castelo Branco, deixando para trás o muito pó que o tempo quente e seco exponencia nos eucaliptais para, já depois da travessia do rio Tejo, em Vila Velha do Ródão, começar a ver outras espécies, nomeadamente as oliveiras, sobreiros e azinheiras predominantes nas paisagens alentejanas. O bom piso que acolheu os aventureiros até Castelo de Vide, aumentou o prazer de condução e ajudou a suportar melhor a temperatura que teimava em não baixar dos 30 graus. Valeu a frescura do Parque João José da Luz onde o Oásis montado pela KTM reforçou ares aventureiros, com camião de assistência do Rali Dakar e onde foi possível limpar pó do capacete e óculos com ar comprimido. Como se fossem pilotos profissionais…

Preparação para saída espectacular da “Sintra do Alentejo” através do Parque Natural da Serra de S. Mamede, com subida rumo ao alto da Nossa Senhora da Penha de onde é possível desfrutar de vistas fabulosas sobre a planície alentejana e aproveitar as boas estradas na viagem até Portalegre. Passagem pela cidade com maior historial TT em Portugal, deixando para trás as serras, passando o pelotão a apreciar os montes... alentejanos. Estradões, ora mais rápidos ora mais técnicos, por entre centenários sobreiros, e em melhor estado de conservação que algumas estradas municipais atravessadas, como a M1150 que, com tantos buracos e saltos, mais parecia pista de motocrosse. À atenção dos autarcas e entidades responsáveis. Tempo também para as longas retas alentejanas, em bom asfalto e com as tradicionais lombas, alternando com as típicas pistas das bajas alentejanas, até Monforte. Panorama que se manteve até São Romão de Ciladas, onde a Honda instalou mais um agradável Oásis para ajudar a combater o calor e o pó. E reforçar o ânimo para o troço final da etapa, até Reguengos de Monsaraz, onde se chegaria depois de rápida passagem pelo importante castelo de onde é possível apreciar parte do grande lago do Alqueva. Depois, curta deslocação até àquela que desde 1838 é sede de concelho, Reguengos de Monsaraz, onde os terapeutas do IMT, Instituto de Medicina Tradicional trataram de algumas pequenas lesões e proporcionaram massagens aos participantes. Preparação para a última tirada do 4.º Portugal de Lés-a-Lés Off-Road, que vai levar, no sábado, a caravana até Albufeira, onde serão entregues as últimas centenas de árvores a quem aparecer no Jardim dos Pescadores durante a tarde. Isto depois de na véspera terem sido partilhadas com petizes da Escola Básica de Alcains, em Castelo de Branco, e do Jardim de Infância da Caridade, em Reguengos de Monsaraz. Onde o presidente da Câmara Municipal, José Calixto ajudou a plantar o sobreiro e sublinhou a importância da escolha pelas árvores da região para continuar a reflorestar Portugal de Lés-a-Lés.
Albufeira recebeu 350 mototuristas que atravessaram Portugal de Lés-a-Lés em todo-o-terreno

Praias algarvias como prémio de aventura

Prémio merecido depois da intensa canícula e muito pó durante o 4.º Portugal de Lés-a-Lés Off Road, o mergulho nas praias de Albufeira foi tónico retemperador para os 350 mototuristas que, ao longo de 3 dias, descobriram o interior do País, desde Macedo de Cavaleiros e maioritariamente por caminhos de terra batida, estradões e outros trilhos. Afinal o calor que tanto massacrou o pelotão durante os 900 quilómetros desde o nordeste transmontano, com paragens em Castelo Branco e Reguengos de Monsaraz, não podia ter só coisas más e justificou plenamente o peso dos calções de banho na bagagem.

Com a miragem do Algarve a servir de estímulo adicional para a última etapa, a serena saída da cidade reguenguense foi acompanhada pela frescura matinal e menos pó do que esperado, até pela humidade nas proximidades da maior lago artificial da Europa. Nascer do dia com paisagens de enorme beleza sublinhada pela luz madrugadora e aromas inconfundíveis do Alentejo na passagem pelo Alqueva, criando vontade de rolar tranquilamente, para desfrutar ao máximo e não interromper o silêncio que ainda se fazia ouvir...

Numa edição bem mais verde do que a de 2017, tempo para atravessar extensos olivais de cultura intensiva e ainda para inusitado desvio, mesmo antes de Cabeça Gorda, com cavalos à solta a obrigarem a improviso de percurso. Nada que atrapalhasse as gentes do off-road que, rapidamente , descobriram o melhor caminho para chegar sem demora maior ao Oásis da KTM em paragem por todos aproveitada para recuperar energias. Dos ex-campeões nacionais de Enduro e Todo-o-Terreno aos estreantes na aventura organizada pela Federação de Motociclismo de Portugal, de António Oliveira, Pedro Belchior, Bernardo Villar, Rodrigo Amaral, Luís Ferreira, Miguel Farrajota ou Rodrigo Sampaio ao grande grupo internacional, com o pelotão espanhol à cabeça.

Com a chegada das planuras alentejanas mudou também o perfil das pistas, mais técnicas em paisagem ondulante criadora de sentimento de tranquilidade que só o Alentejo consegue oferecer. O passar dos dias e o natural acumular de cansaço ao longo dos quilómetros, também ditou ritmos mais moderados, poupando energias para a Serra do Caldeirão, de condução prazenteira para todas as moto, com curvas bem desenhadas, até ao Oásis Honda. Onde, de forma condizente com a povoação mais próxima (Felizes) os participantes foram brindados com cachorros quentes e bolas de Berlim, gelatina e fruta, preparando a caravana para os 50 quilómetros final. E ajudando a minimizar os ‘estragos’ de um dia que viu a temperatura subir até aos 35 graus na passagem por Castro Verde.

Descidas e subidas, em pisos que confirmam o acerto da escolha desta região para os Seis Dias de Enduro de Veteranos, em 2019, incluindo inclinação realmente íngreme e em pedra solta, desaconselhada aos menos experientes ou mais ciosos da conservação das suas motos. Já com aroma salgado do mar, aproximação através de surpreendentes caminhos rurais, por entre hortas e pomares, até chegar ao Algarve turístico na Praia dos Pescadores. Onde, além de grande festa, houve tempo para entregar as últimas centenas de árvores autóctones no âmbito da campanha Reflorestar Portugal de Lés-a-Lés. Que levou árvores e banda desenhada aos mais pequenos dos concelhos atravessados, reforçando a importância social do maior evento mototurístico em fora de estrada realizado na Europa.